Novas formas de trabalho: como isso impacta na minha empresa

A chegada da pandemia do coronavírus em 2020 transformou diversas áreas da sociedade.  Com a quarentena e a necessidade de isolamento social, novas formas de trabalho ganharam o mercado, acelerando a chegada de algumas tendências como o trabalho remoto e o home office. 

Neste cenário, até as empresas mais tradicionais adeptas ao regime CLT precisaram se adequar rapidamente ao trabalho remoto para cumprir as medidas de isolamento e preservar a saúde de seus colaboradores. 

Considerando que as novas formas de trabalho estejam conquistando cada vez mais adeptos, no futuro pós-pandemia será fundamental que as empresas saibam administrar esta nova tendência conforme as leis trabalhistas e lidar com os possíveis impactos do trabalho remoto.

As novas formas de trabalho

A jornada de oito horas diárias realizadas no ambiente corporativo sob a supervisão de um superior representou, por muito tempo, o formato de trabalho tradicional. 

No entanto, fatores como a mudança de pensamento das novas gerações, a inovação tecnológica, os problemas de mobilidade e a pandemia do coronavírus foram alguns dos responsáveis pela adoção de novas formas de trabalho mais dinâmicas e flexíveis.

Conheça as principais modalidades de trabalho que estão conquistando adeptos e ganhando espaço no mercado:

  • Trabalho remoto

Os avanços tecnológicos e a maior facilidade de comunicação nos dias atuais permitiram a adoção do trabalho remoto, modalidade em que os profissionais atuam a distância e realizam suas atividades em qualquer lugar, seja em casa, em coworkings, ao ar livre ou até mesmo em cafés. 

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o trabalho remoto não é destinado apenas aos freelancers. Empresas com atividades em diversos pólos utilizam esse modelo para facilitar a atuação dos colaboradores em cidades e até mesmo países diferentes. 

Com o apoio da tecnologia e da internet, é possível reunir equipes, realizar reuniões, discutir metas e planejamentos e acompanhar a realização das atividades mesmo com os profissionais atuando fora do ambiente corporativo. 

  • Home office

Ganhando grande destaque durante a pandemia do coronavírus, o modelo home office é uma forma de trabalho remoto que permite que o funcionário atue diretamente de casa, garantindo maior economia de tempo e redução de custos com a locomoção até o escritório.

No entanto, para o trabalho home office funcionar adequadamente e trazer bons resultados de produtividade, é preciso contar com profissionais responsáveis e comprometidos, além de estabelecer uma relação de confiança entre gestores e colaboradores. 

Afinal, trabalhar de casa proporciona maior liberdade e distrações comuns ao ambiente.

  • Horários flexíveis

Nem todos os profissionais conseguem ser produtivos ao longo do dia, durante a jornada convencional.

Enquanto algumas pessoas trabalham melhor de manhã ou no período da tarde, existem aqueles profissionais que são mais criativos e produtivos durante a madrugada, por exemplo. 

Para essas situações, vale a pena implantar horários de trabalho flexíveis, que permitem ao colaborador trabalhar fora do horário padrão, desde que ele continue cumprindo com suas obrigações e corresponda às expectativas da empresa 

Mas como as empresas podem se adaptar?

Para adotar as novas formas de trabalho no futuro pós-pandemia, as empresas terão que realizar mudanças tanto na cultura interna quanto na mentalidade dos gestores, permitindo uma maior liberdade de atuação das equipes.

Afinal, o trabalho longe do ambiente corporativo e do acompanhamento direto dos supervisores precisa ser pautado por uma relação de confiança, em que cada colaborador utiliza seu tempo da maneira que achar melhor para realizar todas as atividades com eficiência e qualidade.

No entanto, é importante ressaltar que as novas formas de trabalho trazem impactos para as organizações, à medida em que alteram as rotinas produtivas e o contato próximo entre as equipes. 

Assim questões de produtividade, adequação legal e direitos trabalhistas devem ser considerados pelos gestores ao implantar mudanças nos modelos de trabalho.

Conforme estipulado na reforma trabalhista, o empregador não é obrigado a arcar com todas as despesas do trabalho remoto, contudo, é fundamental realizar um acordo prévio entre as partes referente aos custos da empresa e do colaborador, considerando o gasto de energia elétrica, o uso de equipamentos, internet, sistemas da empresa, entre outros.

Além disso, a reforma trabalhista ainda elimina a necessidade de controle de tempo de jornada, incentivando o cumprimento de metas. 

Assim, os funcionários que atuam em regime home office não têm direito a receber horas extras, uma vez que não estão sujeitos ao controle de jornada.

Já em relação ao pagamento dos benefícios para profissionais em home office, vale ressaltar que o empregador pode cancelar o vale-transporte e o vale-refeição, pois não existem mais gastos com locomoção até o local de trabalho e alimentação fora de casa.

No entanto, o vale-alimentação, utilizado como uma “cesta básica” para compras em supermercados, deve ser mantido independente da modalidade de trabalho.

As novas formas de trabalho representam uma evolução nas relações trabalhistas, permitindo maior liberdade de atuação aos colaboradores, além de redução de custos para a empresa e melhor aproveitamento do espaço físico.  

Agora que você já sabe como a sua empresa pode adotar as novas formas de trabalho, reduzindo os impactos da atuação remota nos negócios, conheça os perfis profissionais que melhor se adaptam ao regime home office.

Para conferir outros conteúdos interessantes sobre o universo corporativo, acesse o blog da RH Center.


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